Leucemia pediátrica aguda: uma possível opção de tratamento para uma forma que afeta principalmente crianças com Síndrome de Down.

A Universidade de Trento e a Universidade de Yale identificaram uma possível opção de tratamento para a leucemia megacarioblástica aguda, um câncer no sangue que afeta principalmente crianças menores de cinco anos com Síndrome de Down. Na Itália, entre seis e sete pessoas são diagnosticadas com a doença a cada ano. O estudo, conduzido pelas duas universidades e financiado pelo Conselho Nacional de Pesquisa (PNRR) e pelo Conselho Italiano de Pesquisa do Câncer (AIRC), foi apresentado em um artigo de capa da revista especializada "Blood". Os autores do estudo — incluindo Toma Tebaldi, professor de Biologia Molecular do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Trento — identificaram o mecanismo subjacente à relação entre o desenvolvimento da doença e uma alteração genética específica que ocorre principalmente na infância e causa a formação de uma proteína mutante. Esses dois genes, normalmente separados no genoma, fundem-se para formar uma única proteína. Esse processo causa câncer. Cientistas levantaram a hipótese de que a proteína mutante altera um processo que serve para direcionar o comportamento de RNAs específicos responsáveis pela transmissão da informação genética ao DNA. "Agora que sabemos que a proteína mutante afeta o RNA e suas modificações, o objetivo é tentar usar terapias inovadoras e medicamentos direcionados, já em desenvolvimento, que visem e corrijam as alterações no RNA", explica Tebaldi. Nos últimos meses, foram anunciados cortes em pesquisas nos EUA, incluindo aquelas na área de RNA: "As ferramentas para colaboração com agências americanas estão mudando", admite Tebaldi, "e precisaremos encontrar novas soluções para acessar o financiamento conjunto."
ansa